Phyllis Whitney Bryant

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Phyllis Whitney Bryant

Mensagem por Phyllis Whitney Bryant em Sab Dez 16, 2017 7:29 pm

Dancer



PHYLLIS WHITNEY BRYANT 



Lupita Nyong'o / Artists / Sangue Puro 

Phyllis surgira numa paleta de cores típica de Nova Orleans: O céu estava almiscarado de estrelas cintilantes, seu fundo estava azul-profundo, as ruas enlameadas de marrom e verde-musgo, a luz dos postes de um amarelo dourado misterioso... Phyllis surgira quebrando a tranquilidade de uma noite silenciosa, aos berros estridentes. ‘Tem uma energia intensa, essa menina’ Murmurou sua avó, fumando um cachimbo, encarando os olhos daquele pequeno broto de flor que queria ser notado. Oh, Phyllis... Se soubesses que os anos tentariam te calar, você teria berrado tanto em sua primeira vez respirando o ar da vida?
Phyllis é uma Bryant. E, por ser uma Bryant, possuí a magia correndo no sangue. Por ser uma Bryant, Phyllis tem a capacidade de fazer coisas incríveis que as outras pessoas não podem fazer coisas inimagináveis! Nova Orleans acolhia bem os Bryant. Era ali que eles trabalham juntamente com os nãos mágicos, fornecendo um pouco do que era a magia real, misturando tudo com suas religiões de matriz africana e sendo conhecidos por serem completamente esquisitos. O preconceito lhes atingia como uma faca, mas os Bryant descendem de um povo guerreiro, que rugem com o nascer do Sol e uivam com o brilho da lua. Quase todos os Bryant estudaram em Ilvermorny e com Phyllis não fora diferente. A criança inquieta e enérgica custou para adequar-se àquela escola e aquelas pessoas. O racismo lhe seguia com olhos duros, lhe amolecendo a coragem em muitos momentos. Seus dois irmãos mais velhos tentavam lhe proteger da maioria das experiências ruins, mas ela precisaria aprender sozinha com os momentos tenebrosos da vida. Precisou fazer-se notável entre aqueles seres brancos, ricos e homens. Formar-se era uma questão de honra. E foi assim que Phyllis prosseguiu, até sair da Instituição e cair nas graças da vida adulta.
Os Bryant seguiam os negócios da família. Mas Phyllis tinha um destino especial – Seu pai já vira nos seus olhos o brilho que apenas os artistas noturnos possuem. Um brilho da fuga do tédio, do gozo da vida. Um brilho que ele temia. Não queria que sua Phyllis fosse levada para esse mundo cheio de brilho, longe dos costumes familiares. Isso causou um conflito intenso – Os desejos de Phyllis, os desejos de sua família. Apesar de amá-los, não conseguia se enxergar feliz ali. Não conseguia olhar para seu prometido com olhos apaixonados. Era uma alma livre e assim gostaria de continuar. Então, aos 20 anos, Phyllis colocou as cartas na mesa. Ou seguiria na dança (Oh, seus quadris bamboleavam ao som de um bom blues sem que ela os controlasse! Suas pernas se moviam, seu coração quebrantava e tudo parecia urdir em cor) ou então teria de seguir sozinha. Discussões, vozes altas, feitiços, coisas quebradas, palavras duras... E o fim. Phyllis saiu de casa com duas malas, lágrimas no rosto, um peso na alma e uma carta da sua avó, que ela custa a ler. O olhar sério de seus irmãos e pai, o olhar triste de sua mãe, o olhar misterioso de sua avó... Tudo bem vívido na sua mente, em uma triste noite em Nova Orleans.
Lantejoulas, vestidos baratos, meias ¾, borbulhantes bebidas, morangos ácidos e amassados, lápis de olhos, cabelos raspados e as noites caindo. Ela não tem muitos desejos extraordinários. Quer viver o que tiver de viver, sentindo a magia sempre ao seu redor percorrer. Quer dormir com homens bonitos, dançar músicas incríveis e beber as bebidas mais intensas, jogar conversa fora e conhecer as pessoas do mundo. E resistir, sempre resistir.  


Como é visto: Mas olha, que mocinha petulante e sincera! Mas tem uma energia boa, não tem? 



OFF: Duda 


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum