Alexandrine Reyes

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Alexandrine Reyes

Mensagem por Alexandrine Reyes em Dom Nov 26, 2017 6:28 pm

AUROR


Alexandrine F. Reyes


Camila Cabello / Magical Congress / Mestiça


   Natural de Cuba e nascida numa noite tempestuosa de setembro, em 1906, Alexandrine Frances Reyes é um verdadeiro mistério. Filha de pai no-maj e mãe bruxa que reprimia e escondia a magia do marido, o que a torna mestiça. Sua infância foi um tanto difícil, já que ainda não tinha consciência ou controle sobre sua magia, coisa pela qual sua mãe rezava todas as noites que não se manifestasse, mas em vão; coisas estranhas sempre aconteciam envolvendo a garota. Para completar, a menina Reyes parecia sempre saber tudo o que estavam pensando, como uma leitora de mentes, assustando não só seus pais como a sociedade com quem convivia, a tornando uma pessoa isolada desde a infância. Embora sem real conhecimento do que se passava, seu pai, um conservador, passou a repudiá-la por ser uma "aberração da natureza", ir contra as leis de Deus e tudo o que tinha crença; a única coisa que impedia a pequena Alexandrine de ser posta num orfanato ou coisa pior eram as súplicas de Millicent, sua mãe. Mesmo conservador e um tanto rigoroso, seu pai a amava e a escutava. 

   Quando completou 11 anos, recebeu uma carta estranha que a convidava para a Escola de Magia e Bruxaria de Ilvermorny; foi só então que sua mãe lhe contou, aos cochichos, que ela não era igual as outras pessoas; que, ao contrário dos outros, sangue mágico corria em suas veias, e pediu que nunca, nunca contasse isso ao papai. Também contou que era, assim como ela, mágica, e que essa escola, a tal Ilvermorny, a ajudaria a ter domínio sobre o grande poder que guardava dentro de si. Aos olhos de Millicent seria melhor assim, longe das suspeitas da sociedade e de seu pai rigoroso, onde ela tinha a garantia de estar segura e bem cuidada, já que a ausência do pai e os efeitos da guerra as tinham afetado mais que o previsto. Aos olhos no-maj, a garota era mal comportada e iria para um orfanato que lhe daria um belo corretivo, sendo um alívio não só para a sociedade como pro próprio pai quando tomou conhecimento do ocorrido. Assim, Alexandrine partiu para Ilvermorny sob as lágrimas saudosas da mãe e do olhar compreensivo da Sra. Beverly, a vizinha estranha que falava com gatos e estava sempre com seu olho cego na pequena bruxa; que a garota percebeu, de último instante, carregar uma vara de madeira sob seus muitos tecidos de vestido.

   Em Ilvermorny foi selecionada para a Pumaruna e, como é de se esperar, Ilvermorny também não foi fácil para Alexandrine; mulher, imigrante, morena e meio sangue, era um alvo fácil de piadas e maldades. Aborrecida com as circunstâncias que a cercavam, começou a usar da sua estranha capacidade de ler mentes para assustar as pessoas, fazendo não só com que as implicâncias diminuíssem como também que a isolassem ainda mais, sempre sob o olhar de estranheza de outrém. Impressionada com todas as possibilidades que aquele dom lhe dava, passou a pesquisar sobre isso na biblioteca de Ilvermorny e acabou por finalmente descobrir do que se tratava: a legilimência

   Ainda enquanto estudava, lutou por um estágio no Congresso Mágico dos Estados Unidos da América, e por ser inteligente e esforçada, conseguiu-o. Se apaixonou pelo ambiente e, quando terminou os estudos, decidiu seguir esse caminho, mas num cargo que ninguém esperava: Alexandrine almejava ser auror e combater a maldade do mundo bruxo.

   Foi um longo e árduo caminho para Reyes. Em um cargo normalmente ocupado por homens, a mulher foi posta à prova;  assediada, humilhada, vista com maus olhos, tendo sua capacidade e eficiência duvidadas, mas nunca baixou a cabeça. Alexandrine era inatingível. Devido à sua perspicácia, dedicação e ao dom que possuía, ascendeu rapidamente em sua carreira, chocando a sociedade e mais ainda os conservadores. Em meio a todo o preconceito e desigualdade, ela era a prova viva de que não é cor, nacionalidade ou gênero que definem uma pessoa.

   Alexandrine conseguiu tudo o que queria, mas ainda faltava algo; sua mãe. Depois de algum tempo planejando, conseguiu trazer a mãe para os Estados Unidos, onde as duas viveram unidas e felizes, até que Millicent adoeceu e acabou morrendo de tuberculose. Sobre o pai não se tinha mais conhecimento; desaparecera durante a guerra.

   Hoje, com seus 22 anos, Alexandrine vive sozinha em Nova Orleans, tendo sido transferida para a filial da MACUSA, o Congresso Mágico de Nova Orleans, devido a grande concentração bruxa que a cidade atraía. É chefe do Departamento de Aurores e ainda é subestimada e enfrenta os olhares de estranheza, mas agora é apreciada por muitos por ser uma profissional esperta e eficiente. Não possui interesse em relações amorosas, preferindo o conforto da própria companhia, o que acaba sendo um empecilho quando uma jornalista começa a segui-la para todos os cantos, forçando entrada em sua vida, fazendo-a olhar para fora da sua bolha pessoal pela primeira vez na vida.

Como é visto: Olha lá, a que acha que é homem...

OFF: Clarinha.

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